Israel ordena que moradores de aldeias do sul do Líbano fujam para o norte
Israel ordenou nesta segunda-feira (6) que os moradores de dezenas de aldeias no sul do Líbano deixem suas casas “imediatamente” e fujam para o norte do rio Zahrani, a cerca de 67 km de Beirute.
“As atividades do Hezbollah estão forçando as IDF (Forças de Defesa de Israel) a enérgicas contra eles nessas áreas”, escreveu Avichay Adraee, porta-voz da IDF em árabe, em uma publicação no X, acrescentando que os militares israelenses “não pretendem prejudicar” os moradores.
A ordem surge em um momento em que políticos israelenses têm apresentado planos cada vez mais abrangentes para destruir aldeias libanesas ao longo da fronteira com Israel e expulsar os habitantes.
Um oficial militar israelense disse à CNN na semana passada que as IDF estão considerando um plano para destruir a infraestrutura civil em um raio de 2 a 3 quilômetros da fronteira israelense, a fim de criar uma zona de segurança entre o Líbano e o norte de Israel.
Parlamentares da extrema-direita israelense criticaram esses planos no fim de semana, considerando-os insuficientes e exigindo que os militares considerassem a expulsão em massa de civis libaneses ao sul do rio Litani e a criação de uma “nova fronteira de segurança”.
A ordem emitida na segunda-feira parece ir além. Todas as aldeias listadas ficam ao norte do Litani.
No entanto, as exigências dos parlamentares eram quase idênticas aos planos apresentados pelo Ministro da Defesa, Israel Katz, no mês passado.
Katz afirmou que os militares israelenses pretendem destruir aldeias libanesas e “manter o controle de segurança sobre a área do Litani”, impedindo que os 600 mil libaneses que fugiram para o norte retornem às suas casas “até que a segurança dos residentes do norte de Israel seja garantida”.
A destruição será feita “de acordo com o modelo de Rafah e Khan Younis em Gaza, a fim de eliminar a ameaça às comunidades israelenses”, disse Katz, referindo-se a duas cidades palestinas que Israel bombardeou intensamente durante a guerra em Gaza.
Questionado se a ordem de segunda-feira está relacionada aos comentários de Katz, o IDF se recusou a comentar.
Israel ordenou nesta segunda-feira (6) que os moradores de dezenas de aldeias no sul do Líbano deixem suas casas “imediatamente” e fujam para o norte do rio Zahrani, a cerca de 67 km de Beirute.
“As atividades do Hezbollah estão forçando as IDF (Forças de Defesa de Israel) a enérgicas contra eles nessas áreas”, escreveu Avichay Adraee, porta-voz da IDF em árabe, em uma publicação no X, acrescentando que os militares israelenses “não pretendem prejudicar” os moradores.
A ordem surge em um momento em que políticos israelenses têm apresentado planos cada vez mais abrangentes para destruir aldeias libanesas ao longo da fronteira com Israel e expulsar os habitantes.
Um oficial militar israelense disse à CNN na semana passada que as IDF estão considerando um plano para destruir a infraestrutura civil em um raio de 2 a 3 quilômetros da fronteira israelense, a fim de criar uma zona de segurança entre o Líbano e o norte de Israel.
Parlamentares da extrema-direita israelense criticaram esses planos no fim de semana, considerando-os insuficientes e exigindo que os militares considerassem a expulsão em massa de civis libaneses ao sul do rio Litani e a criação de uma “nova fronteira de segurança”.
A ordem emitida na segunda-feira parece ir além. Todas as aldeias listadas ficam ao norte do Litani.
No entanto, as exigências dos parlamentares eram quase idênticas aos planos apresentados pelo Ministro da Defesa, Israel Katz, no mês passado.
Katz afirmou que os militares israelenses pretendem destruir aldeias libanesas e “manter o controle de segurança sobre a área do Litani”, impedindo que os 600 mil libaneses que fugiram para o norte retornem às suas casas “até que a segurança dos residentes do norte de Israel seja garantida”.
A destruição será feita “de acordo com o modelo de Rafah e Khan Younis em Gaza, a fim de eliminar a ameaça às comunidades israelenses”, disse Katz, referindo-se a duas cidades palestinas que Israel bombardeou intensamente durante a guerra em Gaza.
Questionado se a ordem de segunda-feira está relacionada aos comentários de Katz, o IDF se recusou a comentar.
