Entenda as propostas de cessar-fogo para a guerra no Irã
Negociações para um cessar-fogo e possível fim da guerra no Irã continuam, mas não tiveram sucesso até o momento. Enquanto isso, o “prazo definitivo” dado por Donald Trump ao país do Oriente Médio se aproxima: 21h, no horário de Brasília, desta terça-feira (7).
Países da região tentam intermediar uma pausa no conflito, discutindo possibilidades tanto com o Irã quanto com os EUA.
De toda forma, os iranianos rejeitaram um cessar-fogo, enfatizando a necessidade de um fim permanente da guerra. Trump, por sua vez, pontuou que uma das propostas é um passo significativo, mas não o suficiente.
Entenda abaixo as propostas sobre a guerra no Oriente Médio.
Proposta de países mediadores
Paquistão, Egito e Turquia, que tentam mediar a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, haviam elaborado uma proposta que pede um cessar-fogo temporário de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo uma fonte ouvida pela CNN.
O site americano Axios afirmou que isso faria parte de um acordo em duas fases que levaria ao fim permanente da guerra.
A proposta dessas nações foi enviada ao ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e a Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, no domingo (5).
Donald Trump afirmou nesta segunda que a proposta dos mediadores é um passo significativo, mas não o suficiente.
“Eles fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Não é o ideal, mas é um passo muito significativo”, comentou.
Irã rejeita texto de mediadores e envia contraproposta
Irã, por sua vez, rejeitou a proposta dos mediadores, negando um cessar-fogo temporário e enfatizando a necessidade de um fim permanente para a guerra, segundo a agência estatal iraniana Irna.
Com isso, o regime iraniano entregou uma contraproposta de 10 cláusulas, que incluiria:
- Fim de hostilidades na região;
- Protocolo para passagem segura no Estreito de Ormuz;
- Suspensão de sanções;
- Reconstrução;
Plano de 15 pontos dos EUA e contraproposta do Irã
Antes das discussões sobre o texto dos países mediadores e a contraproposta iraniana, o debate estava concentrado a um documento dos EUA.
Em 24 de março, os Estados Unidos enviaram uma proposta ao Irã com 15 pontos para o fim da guerra.
Segundo fontes, entre os pontos desse texto estavam limites às capacidades de defesa de Teerã, o fim do apoio a grupos aliados e o reconhecimento do direito de Israel à existência.
A rede estatal iraniana Press TV havia informado no dia 25 de março que o Irã rejeitou esse documento e havia enviado uma contraproposta de cinco pontos, que incluiria:
- Completa interrupção das “agressões e assassinatos”;
- Estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra contra o Irã não seja retomada;
- Pagamento garantido e claramente definido de indenizações e reparações de guerra;
- Condição de que a guerra seja encerrada em todas as frentes e para todos os grupos apoiados pelo Irã na região (o que exigiria o fim dos ataques de Israel ao Líbano, que têm como alvo o Hezbollah);
- Garantia de que o Irã possa exercer soberania sobre o Estreito de Ormuz e que seu direito legal sobre o estreito seja reconhecido.
Desde então, não houve avanço em relação a estas propostas, com Donald Trump fazendo mais ameaças e intensificando ataques.
Trump diz que Irã participa ativamente das negociações
Também na coletiva de imprensa desta segunda, Donald Trump afirmou que o Irã é um “participante ativo e disposto” nas negociações para um possível fim da guerra.
“Não posso falar sobre cessar-fogo, mas posso dizer que temos um participante ativo e disposto do outro lado. Eles gostariam de chegar a um acordo. Não posso dizer mais nada além disso”, declarou o presidente.
Prazo para Irã fechar acordo
Trump também disse que o prazo desta terça-feira (7) que ele estabeleceu para o Irã fechar um acordo é definitivo.
No final de semana, ele fez uma publicação nas redes sociais em possível referência ao prazo final para o Irã: “Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA”.
Antes disso, ele havia publicado uma mensagem com palavrões e novas ameaças de bombardear infraestruturas iranianas essenciais, incluindo usinas de energia, caso Teerã não cumpra a exigência. Atacar infraestruturas civis críticas pode ser considerado um crime de guerra.
Entenda por que os EUA não conseguem proteger o Estreito de Ormuz
Negociações para um cessar-fogo e possível fim da guerra no Irã continuam, mas não tiveram sucesso até o momento. Enquanto isso, o “prazo definitivo” dado por Donald Trump ao país do Oriente Médio se aproxima: 21h, no horário de Brasília, desta terça-feira (7).
Países da região tentam intermediar uma pausa no conflito, discutindo possibilidades tanto com o Irã quanto com os EUA.
De toda forma, os iranianos rejeitaram um cessar-fogo, enfatizando a necessidade de um fim permanente da guerra. Trump, por sua vez, pontuou que uma das propostas é um passo significativo, mas não o suficiente.
Entenda abaixo as propostas sobre a guerra no Oriente Médio.
Proposta de países mediadores
Paquistão, Egito e Turquia, que tentam mediar a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, haviam elaborado uma proposta que pede um cessar-fogo temporário de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo uma fonte ouvida pela CNN.
O site americano Axios afirmou que isso faria parte de um acordo em duas fases que levaria ao fim permanente da guerra.
A proposta dessas nações foi enviada ao ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e a Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, no domingo (5).
Donald Trump afirmou nesta segunda que a proposta dos mediadores é um passo significativo, mas não o suficiente.
“Eles fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Não é o ideal, mas é um passo muito significativo”, comentou.
Irã rejeita texto de mediadores e envia contraproposta
Irã, por sua vez, rejeitou a proposta dos mediadores, negando um cessar-fogo temporário e enfatizando a necessidade de um fim permanente para a guerra, segundo a agência estatal iraniana Irna.
Com isso, o regime iraniano entregou uma contraproposta de 10 cláusulas, que incluiria:
- Fim de hostilidades na região;
- Protocolo para passagem segura no Estreito de Ormuz;
- Suspensão de sanções;
- Reconstrução;
Plano de 15 pontos dos EUA e contraproposta do Irã
Antes das discussões sobre o texto dos países mediadores e a contraproposta iraniana, o debate estava concentrado a um documento dos EUA.
Em 24 de março, os Estados Unidos enviaram uma proposta ao Irã com 15 pontos para o fim da guerra.
Segundo fontes, entre os pontos desse texto estavam limites às capacidades de defesa de Teerã, o fim do apoio a grupos aliados e o reconhecimento do direito de Israel à existência.
A rede estatal iraniana Press TV havia informado no dia 25 de março que o Irã rejeitou esse documento e havia enviado uma contraproposta de cinco pontos, que incluiria:
- Completa interrupção das “agressões e assassinatos”;
- Estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra contra o Irã não seja retomada;
- Pagamento garantido e claramente definido de indenizações e reparações de guerra;
- Condição de que a guerra seja encerrada em todas as frentes e para todos os grupos apoiados pelo Irã na região (o que exigiria o fim dos ataques de Israel ao Líbano, que têm como alvo o Hezbollah);
- Garantia de que o Irã possa exercer soberania sobre o Estreito de Ormuz e que seu direito legal sobre o estreito seja reconhecido.
Desde então, não houve avanço em relação a estas propostas, com Donald Trump fazendo mais ameaças e intensificando ataques.
Trump diz que Irã participa ativamente das negociações
Também na coletiva de imprensa desta segunda, Donald Trump afirmou que o Irã é um “participante ativo e disposto” nas negociações para um possível fim da guerra.
“Não posso falar sobre cessar-fogo, mas posso dizer que temos um participante ativo e disposto do outro lado. Eles gostariam de chegar a um acordo. Não posso dizer mais nada além disso”, declarou o presidente.
Prazo para Irã fechar acordo
Trump também disse que o prazo desta terça-feira (7) que ele estabeleceu para o Irã fechar um acordo é definitivo.
No final de semana, ele fez uma publicação nas redes sociais em possível referência ao prazo final para o Irã: “Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA”.
Antes disso, ele havia publicado uma mensagem com palavrões e novas ameaças de bombardear infraestruturas iranianas essenciais, incluindo usinas de energia, caso Teerã não cumpra a exigência. Atacar infraestruturas civis críticas pode ser considerado um crime de guerra.
Entenda por que os EUA não conseguem proteger o Estreito de Ormuz
