Vieira diz que argumentos dos EUA em pedido de tarifaço “não são legítimos”

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Vieira diz que argumentos dos EUA em pedido de tarifaço “não são legítimos”

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (4) que os argumentos dos Estados Unidos para a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros “não são legítimos”.

“Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há porquê sermos objeto de tarifas. Todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, disse o chanceler, que está em Paris para reuniões ministeriais da OCDE (Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

Segundo Vieira, o interesse do governo brasileiro é de seguir em diálogo com os Estados Unidos, visando interromper a aplicação de novas taxas, sobretudo após os relatórios das investigações sobre a Seção 301.

Mais cedo, o ministro encontrou com o chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, e ouviu do americano que há disposição em “continuar dialogando” com o Brasil em torno da possível aplicação de tarifas.

Na última segunda-feira (1), o USTR propôs a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.

O órgão afirma ter determinado que as políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, certas tarifas e desmatamento ilegal são passíveis de ação judicial nos termos da chamada Seção 301 da Lei – ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Nesse grupo, carne bovina, café certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos estariam isentos de tarifas punitivas.

O chanceler afirma que durante as investigações da Seção 301, o governo brasileiro respondeu à uma série de perguntas e comprovou que “todos os argumentos apresentados” não são legitimos. Segundo ele, foi mostrado que o Brasil não possui um superávit com os Estados Unidos.

Vieira disse, ainda, que o Brasil é quem devia estar se protegendo dos EUA. Para o ministro, “talvez esteja faltando compreensão” da temática, ele espera que uma solução seja encontrada e levada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O maior deles é este: nós provamos que não temos um superávit com os Estados Unidos, muito pelo contrário. Não há por que medidas de proteção do comércio americano. Nós é que temos um grande déficit. Nós é que, a princípio, deveríamos estar nos protegendo, mas estamos conversando”, declarou.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (4) que os argumentos dos Estados Unidos para a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros “não são legítimos”.

“Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há porquê sermos objeto de tarifas. Todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos”, disse o chanceler, que está em Paris para reuniões ministeriais da OCDE (Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

Segundo Vieira, o interesse do governo brasileiro é de seguir em diálogo com os Estados Unidos, visando interromper a aplicação de novas taxas, sobretudo após os relatórios das investigações sobre a Seção 301.

Mais cedo, o ministro encontrou com o chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, e ouviu do americano que há disposição em “continuar dialogando” com o Brasil em torno da possível aplicação de tarifas.

Na última segunda-feira (1), o USTR propôs a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.

O órgão afirma ter determinado que as políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, certas tarifas e desmatamento ilegal são passíveis de ação judicial nos termos da chamada Seção 301 da Lei – ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Nesse grupo, carne bovina, café certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos estariam isentos de tarifas punitivas.

O chanceler afirma que durante as investigações da Seção 301, o governo brasileiro respondeu à uma série de perguntas e comprovou que “todos os argumentos apresentados” não são legitimos. Segundo ele, foi mostrado que o Brasil não possui um superávit com os Estados Unidos.

Vieira disse, ainda, que o Brasil é quem devia estar se protegendo dos EUA. Para o ministro, “talvez esteja faltando compreensão” da temática, ele espera que uma solução seja encontrada e levada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O maior deles é este: nós provamos que não temos um superávit com os Estados Unidos, muito pelo contrário. Não há por que medidas de proteção do comércio americano. Nós é que temos um grande déficit. Nós é que, a princípio, deveríamos estar nos protegendo, mas estamos conversando”, declarou.

 

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