Quem vai pousar primeiro na Lua: a SpaceX ou a Blue Origin?

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Quem vai pousar primeiro na Lua: a SpaceX ou a Blue Origin?

O 12° lançamento da espaçonave Starship da SpaceX, na última sexta-feira (22), reacendeu um debate sobre a disputa entre as empresas dos bilionários Elon Musk e Jeff Bezos, fundador da Blue Origin. 

Com a decolagem da Starship, Elon Musk, dono da SpaceX, criou um novo capítulo na corrida espacial entre as empresas privadas. A ação faz parte de um programa do empresário para desenvolver um sistema espacial totalmente reutilizável voltado para futuras missões à Lua e Marte.

Conforme divulgado, a empresa espera cumprir o plano da Nasa de usar a espaçonave para pousar astronautas na Lua até 2028.

Ao mesmo tempo, a Blue Origin, empresa espacial do bilionário americano Jeff Bezos, reutilizou e recuperou com sucesso um propulsor para o foguete New Glenn, em abril deste ano.

O New Glenn está no centro das ambições espaciais de Bezos, enquanto ele compete com Musk no programa lunar Artemis da Nasa, no qual suas respectivas empresas espaciais desenvolvem módulos de alunissagem para a agência espacial americana.

Em entrevista ao CNN Prime Time, o especialista em astronáutica Pedro Pallota analisou o feito da Blue Origin e o contexto da competição entre a companhia de Bezos e a SpaceX, de Elon Musk.

Segundo ele, embora o pouso do foguete New Glenn tenha sido bem-sucedido, a missão como um todo é considerada uma falha, já que o satélite lançado não conseguiu chegar à órbita prevista e foi perdido.

Diferenças entre as empresas

O especialista destacou que, embora a Blue Origin seja mais antiga (fundada nos anos 2000) que a SpaceX (criada em 2002), a empresa de Elon Musk possui uma abordagem muito mais agressiva e uma vantagem significativa em termos de experiência.

“A SpaceX já está lançando foguetes orbitais desde 2007. Já tem seus sucessos ali há muito mais tempo. O fato da SpaceX já ter muito mais o que a gente chama de herança de voo, ou seja, muito mais conhecimento, a coloca muito na frente”, afirmou.

Em termos de massa orbital, a SpaceX é responsável por mais de 90% de tudo que é colocado no espaço, o que poderia ser considerado um monopólio.

Além disso, o especialista relembra que a empresa de Musk está desenvolvendo o Starship, o maior foguete do mundo em potência, altura e massa, que trabalha com um sistema totalmente reutilizável – onde nada do que voa é descartado.

Voo Starship

O voo de teste foi o primeiro do programa Starship desde outubro. A empresa enfrentou diversos contratempos com seu protótipo V2 e cancelou sua primeira tentativa de lançamento do V3 na noite de quinta-feira (21), após problemas surgirem a poucos segundos do fim da contagem regressiva.

Mesmo com as dificuldades enfrentadas na quinta (21), o pouso da nave ocorreu normalmente na sexta-feira (22), por volta das 20h35 no horário de Brasília, cerca de uma hora após a decolagem da base Starbase, no Texas, Estados Unidos.

*Sob supervisão de Manuella Dal Mas

O 12° lançamento da espaçonave Starship da SpaceX, na última sexta-feira (22), reacendeu um debate sobre a disputa entre as empresas dos bilionários Elon Musk e Jeff Bezos, fundador da Blue Origin. 

Com a decolagem da Starship, Elon Musk, dono da SpaceX, criou um novo capítulo na corrida espacial entre as empresas privadas. A ação faz parte de um programa do empresário para desenvolver um sistema espacial totalmente reutilizável voltado para futuras missões à Lua e Marte.

Conforme divulgado, a empresa espera cumprir o plano da Nasa de usar a espaçonave para pousar astronautas na Lua até 2028.

Ao mesmo tempo, a Blue Origin, empresa espacial do bilionário americano Jeff Bezos, reutilizou e recuperou com sucesso um propulsor para o foguete New Glenn, em abril deste ano.

O New Glenn está no centro das ambições espaciais de Bezos, enquanto ele compete com Musk no programa lunar Artemis da Nasa, no qual suas respectivas empresas espaciais desenvolvem módulos de alunissagem para a agência espacial americana.

Em entrevista ao CNN Prime Time, o especialista em astronáutica Pedro Pallota analisou o feito da Blue Origin e o contexto da competição entre a companhia de Bezos e a SpaceX, de Elon Musk.

Segundo ele, embora o pouso do foguete New Glenn tenha sido bem-sucedido, a missão como um todo é considerada uma falha, já que o satélite lançado não conseguiu chegar à órbita prevista e foi perdido.

Diferenças entre as empresas

O especialista destacou que, embora a Blue Origin seja mais antiga (fundada nos anos 2000) que a SpaceX (criada em 2002), a empresa de Elon Musk possui uma abordagem muito mais agressiva e uma vantagem significativa em termos de experiência.

“A SpaceX já está lançando foguetes orbitais desde 2007. Já tem seus sucessos ali há muito mais tempo. O fato da SpaceX já ter muito mais o que a gente chama de herança de voo, ou seja, muito mais conhecimento, a coloca muito na frente”, afirmou.

Em termos de massa orbital, a SpaceX é responsável por mais de 90% de tudo que é colocado no espaço, o que poderia ser considerado um monopólio.

Além disso, o especialista relembra que a empresa de Musk está desenvolvendo o Starship, o maior foguete do mundo em potência, altura e massa, que trabalha com um sistema totalmente reutilizável – onde nada do que voa é descartado.

Voo Starship

O voo de teste foi o primeiro do programa Starship desde outubro. A empresa enfrentou diversos contratempos com seu protótipo V2 e cancelou sua primeira tentativa de lançamento do V3 na noite de quinta-feira (21), após problemas surgirem a poucos segundos do fim da contagem regressiva.

Mesmo com as dificuldades enfrentadas na quinta (21), o pouso da nave ocorreu normalmente na sexta-feira (22), por volta das 20h35 no horário de Brasília, cerca de uma hora após a decolagem da base Starbase, no Texas, Estados Unidos.

*Sob supervisão de Manuella Dal Mas

 

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