Poder de compra de fertilizantes deve chegar ao pior nível em dezembro

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Poder de compra de fertilizantes deve chegar ao pior nível em dezembro

O índice de acessibilidade financeira de fertilizantes deve atingir seu pior nível em dezembro de 2026, afirmou o Rabobank, indicando um aprofundamento das dificuldades para produtores ao longo do ano. A projeção considera que o indicador permanecerá em território negativo, mesmo com alguma melhora esperada no segundo semestre.

O cenário reflete a “rápida deterioração” já observada desde o início do ano, destacando que os preços de nitrogênio e fosfatos avançaram em ritmo superior ao das commodities agrícolas, reduzindo a capacidade de compra dos produtores.

Entre os principais fatores está a disrupção na oferta global, associada às tensões geopolíticas no Oriente Médio e ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. Segundo o documento, esse contexto retirou volumes relevantes do comércio internacional e gerou um ambiente de “disponibilidade limitada, preços significativamente mais altos e elevada volatilidade”.

Os fertilizantes nitrogenados são apontados como os mais afetados. “Fluxos comerciais interrompidos, preços de energia mais altos e cortes na produção levaram a um forte aumento nos preços da ureia”, afirma o Rabobank. A expectativa é de queda significativa na demanda global por nitrogênio em 2026.

Nos fosfatos, o quadro também é de restrição. “Interrupções no fornecimento e custos de insumos muito mais altos (…) reforçaram a escassez estrutural”, com previsão de preços elevados persistindo até 2027.

O potássio apresenta uma situação relativamente mais equilibrada, devido a cadeias de suprimento mais diversificadas, embora também possa ser impactado de forma indireta pela menor acessibilidade dos demais nutrientes.

Apesar da alta recente nos preços agrícolas, o banco avalia que os níveis ainda estão abaixo dos registrados entre 2020 e 2022. “Não esperamos que os preços das commodities alcancem níveis semelhantes aos de 2022 no curto prazo”, diz o relatório.

Diante disso, o aumento dos custos de insumos tende a pressionar a demanda por fertilizantes. “Isso aumenta o risco de destruição generalizada da demanda, à medida que os agricultores reduzem as taxas de aplicação, adiam compras ou alteram suas escolhas de culturas”, disse o banco holandês em relatório.

O Rabobank ressalta que o cenário depende da evolução do conflito no Oriente Médio. Caso as restrições se prolonguem, os impactos sobre oferta, preços e demanda podem se intensificar, prolongando o período de baixa acessibilidade financeira.

O índice de acessibilidade financeira de fertilizantes deve atingir seu pior nível em dezembro de 2026, afirmou o Rabobank, indicando um aprofundamento das dificuldades para produtores ao longo do ano. A projeção considera que o indicador permanecerá em território negativo, mesmo com alguma melhora esperada no segundo semestre.

O cenário reflete a “rápida deterioração” já observada desde o início do ano, destacando que os preços de nitrogênio e fosfatos avançaram em ritmo superior ao das commodities agrícolas, reduzindo a capacidade de compra dos produtores.

Entre os principais fatores está a disrupção na oferta global, associada às tensões geopolíticas no Oriente Médio e ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. Segundo o documento, esse contexto retirou volumes relevantes do comércio internacional e gerou um ambiente de “disponibilidade limitada, preços significativamente mais altos e elevada volatilidade”.

Os fertilizantes nitrogenados são apontados como os mais afetados. “Fluxos comerciais interrompidos, preços de energia mais altos e cortes na produção levaram a um forte aumento nos preços da ureia”, afirma o Rabobank. A expectativa é de queda significativa na demanda global por nitrogênio em 2026.

Nos fosfatos, o quadro também é de restrição. “Interrupções no fornecimento e custos de insumos muito mais altos (…) reforçaram a escassez estrutural”, com previsão de preços elevados persistindo até 2027.

O potássio apresenta uma situação relativamente mais equilibrada, devido a cadeias de suprimento mais diversificadas, embora também possa ser impactado de forma indireta pela menor acessibilidade dos demais nutrientes.

Apesar da alta recente nos preços agrícolas, o banco avalia que os níveis ainda estão abaixo dos registrados entre 2020 e 2022. “Não esperamos que os preços das commodities alcancem níveis semelhantes aos de 2022 no curto prazo”, diz o relatório.

Diante disso, o aumento dos custos de insumos tende a pressionar a demanda por fertilizantes. “Isso aumenta o risco de destruição generalizada da demanda, à medida que os agricultores reduzem as taxas de aplicação, adiam compras ou alteram suas escolhas de culturas”, disse o banco holandês em relatório.

O Rabobank ressalta que o cenário depende da evolução do conflito no Oriente Médio. Caso as restrições se prolonguem, os impactos sobre oferta, preços e demanda podem se intensificar, prolongando o período de baixa acessibilidade financeira.

 

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