Honda WN7, primeira moto elétrica grande da marca, chega à Europa
A Honda iniciou oficialmente as entregas da WN7 na Europa, marcando um momento histórico para a fabricante japonesa. Trata-se da primeira motocicleta elétrica de alta performance e grande porte da marca, desenvolvida a partir do protótipo EV Fun Concept.
O modelo chega para disputar um mercado de duas rodas eletrificadas que ainda caminha em ritmo mais lento que o de carros, mas que ganha um competidor de peso. No Reino Unido, a novidade foi precificada em 12.999 libras esterlinas, enquanto na Europa continental o preço sugerido é de 14.780 euros — algo em torno de R$ 90 mil em conversão direta, sem impostos.
“Be the Wind”
O batismo da motocicleta carrega o novo direcionamento da marca: o “W” representa Wind (vento, em inglês), o “N” faz referência ao estilo Naked e o “7” indica a classe interna de potência da Honda. Segundo o líder de desenvolvimento do projeto, Masatsugu Tanaka, a intenção foi criar um produto com valor totalmente inédito, descartando a ideia de apenas criar uma cópia de moto a gasolina, trocando o motor por um elétrico.
O conceito global do modelo é traduzido pelo lema “Seja o vento”. A proposta é usufruir do silêncio absoluto da propulsão elétrica para permitir que o piloto ouça o ambiente ao redor, desde as conversas nas ruas da cidade até o som das folhas nas árvores, oferecendo uma pilotagem fluida, linear e livre de vibrações.
“Na Europa, a eletrificação da mobilidade pessoal virou tendência, mas o mercado de motos elétricas vinha sofrendo com falhas e problemas de confiabilidade. Ouvimos clientes locais que diziam que suas motos não ligavam por problemas de bateria, afetando suas vidas. Sentimos que havia uma necessidade urgente de produtos confiáveis”, explica Masatsugu Tanaka.
Novo projeto estrutural

Para garantir que a WN7 mantivesse a agilidade característica das motos da Honda, a equipe de engenharia desenvolveu um novo projeto estrutural do zero, eliminando o chassi convencional. Em motocicletas a combustão, o quadro envolve o motor e a transmissão. Se a Honda fizesse isso na WN7, o chassi ficaria posicionado ao lado do volumoso pacote de baterias, tornando a moto larga, pesada e desconfortável.
A solução foi criar uma configuração dividida entre a dianteira e a traseira, onde a própria bateria de íons de lítio (com formato de um “L” invertido) funciona como o esqueleto central da moto.
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Na dianteira: O suporte da coluna de direção (feito em liga de alumínio em formato de “Y” invertido) é parafusado diretamente na frente da bateria.
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Na traseira: O suporte do pivô da balança (também em alumínio) é fixado na parte posterior do invólucro da bateria.
Para garantir a máxima precisão geométrica e evitar distorções, essas peças estruturais não possuem soldas; elas são inteiramente usinadas. O resultado é um conjunto extremamente esguio, com centro de gravidade baixo, altura de assento de 800 mm (garantindo excelente apoio dos pés no chão), entre-eixos de 1.480 mm e peso total de 217 kg. O projeto foi desenhado sob a perspectiva de uso urbano ágil, pensando inclusive na facilidade de manobra para o público feminino e condutores de menor estatura em cidades congestionadas.
Desempenho e recarga rápida

Apesar do foco na leveza, os números da Honda WN7 são protagonistas na lista de atrativos. O motor elétrico síncrono entrega 50 kW (68 cv) de potência máxima, entregando um desempenho de aceleração comparável ao de motos a combustão de 600 cc. O torque imediato é de 100 Nm, força encontrada em modelos de 1.000 cilindradas.
Para equilibrar a distribuição de massas, o motor elétrico conta com arrefecimento líquido e foi instalado em posição baixa. O torque é enviado para o lado direito da moto por meio de três engrenagens helicoidais (mais silenciosas que engrenagens comuns) e retorna para o lado esquerdo, onde aciona a transmissão final.
A transmissão, inclusive, substitui a corrente convencional por uma correia dentada com alma (ou corda de tração) de carbono e revestimento de borracha. A tecnologia dispensa lubrificação por óleo e reduz drasticamente os ruídos de rodagem. Uma capa protetora envolve o sistema para evitar danos causados por pedras e outros objetos no pavimento.
A bateria fixa de 9,3 kWh oferece uma autonomia de até 140 km (ciclo WMTC). O sistema de carregamento adota o padrão automotivo CCS2 para recarga rápida, permitindo reaver de 20% a 80% da energia em apenas 30 minutos. Em tomadas convencionais, o carregamento completo (0 a 100%) ocorre em cerca de 2 horas e 30 minutos.
Eletrônica e assistentes

Como a topo de linha voltada à tecnologia, a WN7 vem recheada de recursos eletrônicos gerenciados por uma tela TFT colorida de 5 polegadas integrada ao sistema Honda RoadSync para conectividade com smartphones:
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“One pedal drive”: o sistema de frenagem regenerativa oferece 4 níveis de retenção ajustáveis por botões no punho esquerdo. Cada modo de condução (Standard, Sport, Rain e Econ) possui um nível padrão de regeneração. O Nível 0 simula o comportamento de ponto morto, enquanto o Nível 3 oferece uma frenagem regenerativa potente, permitindo pilotar em estradas sinuosas usando praticamente apenas o acelerador (conceito one pedal drive).
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Modo de nanobra: ao pressionar e segurar os botões de “+” ou “-“, a moto ativa uma função de baixa velocidade assistida para frente ou para trás, facilitando o movimento do veículo em garagens ou vagas apertadas sem que o piloto precise empurrá-la no esforço físico.
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Limitador de velocidade: permite pré-programar até três limites de velocidade diferentes (a partir de 20 km/h com incrementos de 1 km/h). O recurso foi pensado especificamente para as rígidas leis de trânsito europeias, em que os limites alternam bruscamente de 30 km/h para 80 km/h ao entrar e sair de perímetros urbanos.
Com o início das vendas da WN7 na Europa, a Honda estabelece a base de sua nova divisão global de motocicletas elétricas premium. A meta estratégica da companhia japonesa é liderar o segmento europeu de modelos elétricos de lazer (FUN) e pavimentar o caminho para a neutralidade de carbono da sua linha de motos, prevista para ser consolidada ao longo da década de 2040.
Toxicológico passa a ser obrigatório para tirar CNH de carro e moto
A Honda iniciou oficialmente as entregas da WN7 na Europa, marcando um momento histórico para a fabricante japonesa. Trata-se da primeira motocicleta elétrica de alta performance e grande porte da marca, desenvolvida a partir do protótipo EV Fun Concept.
O modelo chega para disputar um mercado de duas rodas eletrificadas que ainda caminha em ritmo mais lento que o de carros, mas que ganha um competidor de peso. No Reino Unido, a novidade foi precificada em 12.999 libras esterlinas, enquanto na Europa continental o preço sugerido é de 14.780 euros — algo em torno de R$ 90 mil em conversão direta, sem impostos.
“Be the Wind”
O batismo da motocicleta carrega o novo direcionamento da marca: o “W” representa Wind (vento, em inglês), o “N” faz referência ao estilo Naked e o “7” indica a classe interna de potência da Honda. Segundo o líder de desenvolvimento do projeto, Masatsugu Tanaka, a intenção foi criar um produto com valor totalmente inédito, descartando a ideia de apenas criar uma cópia de moto a gasolina, trocando o motor por um elétrico.
O conceito global do modelo é traduzido pelo lema “Seja o vento”. A proposta é usufruir do silêncio absoluto da propulsão elétrica para permitir que o piloto ouça o ambiente ao redor, desde as conversas nas ruas da cidade até o som das folhas nas árvores, oferecendo uma pilotagem fluida, linear e livre de vibrações.
“Na Europa, a eletrificação da mobilidade pessoal virou tendência, mas o mercado de motos elétricas vinha sofrendo com falhas e problemas de confiabilidade. Ouvimos clientes locais que diziam que suas motos não ligavam por problemas de bateria, afetando suas vidas. Sentimos que havia uma necessidade urgente de produtos confiáveis”, explica Masatsugu Tanaka.
Novo projeto estrutural

Para garantir que a WN7 mantivesse a agilidade característica das motos da Honda, a equipe de engenharia desenvolveu um novo projeto estrutural do zero, eliminando o chassi convencional. Em motocicletas a combustão, o quadro envolve o motor e a transmissão. Se a Honda fizesse isso na WN7, o chassi ficaria posicionado ao lado do volumoso pacote de baterias, tornando a moto larga, pesada e desconfortável.
A solução foi criar uma configuração dividida entre a dianteira e a traseira, onde a própria bateria de íons de lítio (com formato de um “L” invertido) funciona como o esqueleto central da moto.
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Na dianteira: O suporte da coluna de direção (feito em liga de alumínio em formato de “Y” invertido) é parafusado diretamente na frente da bateria.
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Na traseira: O suporte do pivô da balança (também em alumínio) é fixado na parte posterior do invólucro da bateria.
Para garantir a máxima precisão geométrica e evitar distorções, essas peças estruturais não possuem soldas; elas são inteiramente usinadas. O resultado é um conjunto extremamente esguio, com centro de gravidade baixo, altura de assento de 800 mm (garantindo excelente apoio dos pés no chão), entre-eixos de 1.480 mm e peso total de 217 kg. O projeto foi desenhado sob a perspectiva de uso urbano ágil, pensando inclusive na facilidade de manobra para o público feminino e condutores de menor estatura em cidades congestionadas.
Desempenho e recarga rápida

Apesar do foco na leveza, os números da Honda WN7 são protagonistas na lista de atrativos. O motor elétrico síncrono entrega 50 kW (68 cv) de potência máxima, entregando um desempenho de aceleração comparável ao de motos a combustão de 600 cc. O torque imediato é de 100 Nm, força encontrada em modelos de 1.000 cilindradas.
Para equilibrar a distribuição de massas, o motor elétrico conta com arrefecimento líquido e foi instalado em posição baixa. O torque é enviado para o lado direito da moto por meio de três engrenagens helicoidais (mais silenciosas que engrenagens comuns) e retorna para o lado esquerdo, onde aciona a transmissão final.
A transmissão, inclusive, substitui a corrente convencional por uma correia dentada com alma (ou corda de tração) de carbono e revestimento de borracha. A tecnologia dispensa lubrificação por óleo e reduz drasticamente os ruídos de rodagem. Uma capa protetora envolve o sistema para evitar danos causados por pedras e outros objetos no pavimento.
A bateria fixa de 9,3 kWh oferece uma autonomia de até 140 km (ciclo WMTC). O sistema de carregamento adota o padrão automotivo CCS2 para recarga rápida, permitindo reaver de 20% a 80% da energia em apenas 30 minutos. Em tomadas convencionais, o carregamento completo (0 a 100%) ocorre em cerca de 2 horas e 30 minutos.
Eletrônica e assistentes

Como a topo de linha voltada à tecnologia, a WN7 vem recheada de recursos eletrônicos gerenciados por uma tela TFT colorida de 5 polegadas integrada ao sistema Honda RoadSync para conectividade com smartphones:
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“One pedal drive”: o sistema de frenagem regenerativa oferece 4 níveis de retenção ajustáveis por botões no punho esquerdo. Cada modo de condução (Standard, Sport, Rain e Econ) possui um nível padrão de regeneração. O Nível 0 simula o comportamento de ponto morto, enquanto o Nível 3 oferece uma frenagem regenerativa potente, permitindo pilotar em estradas sinuosas usando praticamente apenas o acelerador (conceito one pedal drive).
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Modo de nanobra: ao pressionar e segurar os botões de “+” ou “-“, a moto ativa uma função de baixa velocidade assistida para frente ou para trás, facilitando o movimento do veículo em garagens ou vagas apertadas sem que o piloto precise empurrá-la no esforço físico.
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Limitador de velocidade: permite pré-programar até três limites de velocidade diferentes (a partir de 20 km/h com incrementos de 1 km/h). O recurso foi pensado especificamente para as rígidas leis de trânsito europeias, em que os limites alternam bruscamente de 30 km/h para 80 km/h ao entrar e sair de perímetros urbanos.
Com o início das vendas da WN7 na Europa, a Honda estabelece a base de sua nova divisão global de motocicletas elétricas premium. A meta estratégica da companhia japonesa é liderar o segmento europeu de modelos elétricos de lazer (FUN) e pavimentar o caminho para a neutralidade de carbono da sua linha de motos, prevista para ser consolidada ao longo da década de 2040.
Toxicológico passa a ser obrigatório para tirar CNH de carro e moto
