Datafolha revela estabilidade na corrida eleitoral e vantagem de Lula no segundo turno

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Foto: Ricardo Stuckert e Raul Spinassé/Divulgação

Foto: Ricardo Stuckert e Raul Spinassé/Divulgação

A pesquisa Datafolha divulgada nesta ultima sexta-feira (24) pela Folha de S.Paulo indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). No cenário testado pelo instituto, Lula registra 48% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 43%.

Em comparação com o levantamento anterior, os percentuais permanecem estáveis, dentro da margem de erro da pesquisa, indicando a manutenção do cenário eleitoral entre os dois possíveis candidatos.

Na pesquisa realizada em junho, Lula registrava 47% das intenções de voto no cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparecia com 43%. No levantamento divulgado nesta ultima sexta-feira (24), o presidente oscilou um ponto percentual para cima, alcançando 48%, enquanto o senador manteve os mesmos 43%. Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato passaram de 8% para 9%, e 1% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votariam.

O Datafolha também simulou outros cenários para o segundo turno. Em uma eventual disputa contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 47% das intenções de voto, diante de 40% do adversário. No levantamento anterior, os percentuais eram de 47% e 41%, respectivamente.

Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula mantém 48% das intenções de voto, repetindo o desempenho da pesquisa anterior. Zema soma 40%, um ponto percentual acima dos 39% registrados em junho. Nesse cenário, 10% dos entrevistados afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 2% disseram não saber em quem votariam.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Em comparação com junho, o petista oscilou de 41% para 40%, enquanto o senador passou de 31% para 32%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%), Renan Santos (Missão) (3%), Augusto Cury (Avante) (2%), Samara Martins (UP) (1%), Cabo Daciolo (Mobiliza) (1%) e Rui Costa Pimenta (PCO) (1%). Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Brancos, nulos e nenhum candidato somam 8%, e 3% dos entrevistados não souberam responder.

O levantamento também mediu a rejeição aos possíveis candidatos. Flávio Bolsonaro apresenta o maior índice, com 48%, seguido por Lula, com 46%. Romeu Zema, Cabo Daciolo, Ronaldo Caiado e Renan Santos registram rejeição entre 12% e 13%. Rui Costa Pimenta aparece com 11%; Samara Martins, com 9%; Edmilson Costa e Leonardo Avalanche, com 8%; e Augusto Cury e Hertz Dias, com 7% cada. Outros 2% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 1% disseram que votariam em qualquer um e 3% não souberam responder.

A pesquisa também aferiu a avaliação do governo federal. Para 38% dos entrevistados, a gestão do presidente Lula é considerada ruim ou péssima, índice estável em relação a junho. Outros 32% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 28% o avaliam como regular. O percentual dos que não souberam responder permaneceu em 1%.

Em relação à aprovação da administração federal, 49% disseram aprovar o governo, um ponto percentual acima do levantamento anterior. Já a desaprovação recuou de 49% para 48%, enquanto 3% não souberam opinar.

Esta foi a primeira pesquisa Datafolha realizada após o anúncio das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A taxa de 25% foi anunciada pelo governo norte-americano em 15 de julho e entrou em vigor no dia 22, mesma data de início da coleta de dados do levantamento.

O anúncio ocorreu após compromissos do senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos relacionados ao tema. O parlamentar participou de reuniões oficiais, incluindo um encontro com o presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, e uma audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), onde defendeu o adiamento da entrada em vigor das tarifas.

Após o anúncio, o presidente Lula criticou a atuação do senador e atribuiu a ele responsabilidade política pelas medidas adotadas pelos Estados Unidos, classificando as tarifas como um ataque à soberania brasileira.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores entre os dias 22 e 24 de julho de 2026. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.

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