Crédito rural chega a R$ 433 bilhões na agricultura empresarial até maio

0
Crédito rural chega a R$ 433 bilhões na agricultura empresarial até maio

O crédito rural voltado à agricultura empresarial (excluindo o Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) movimentou R$ 433 bilhões entre junho de 2025 e maio de 2026. Este valor representa uma queda de 5% frente ao valor arrecadado no mesmo intervalo da safra 2024/25.

O principal crescimento na atual safra foi dos financiamentos destinados a industrialização, que saltaram 59,5%,  de R$ 19,7 bilhões para R$ 31,5 bilhões. 

Os dados, ainda provisórios, constam do Boletim de Desempenho do Crédito Rural elaborado pelo Departamento de Financiamento (Defin), da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil. 

Segundo o Mapa, o resultado reflete a ampliação do processamento e da agregação de valor aos produtos agropecuários com destaque para o papel das cooperativas no processo. 

A industrialização, que foi a única finalidade com aumento no número de contratos, avançou 17%.

CPR segue em alta

Outro destaque do levantamento do Ministério é a alta de contratações de CPRs (Cédulas de Produto Rural), que chegaram a 185,2 bilhões, aumento de 8% frente ao mesmo período da safra anterior. 

Com o aumento, o investimento se tornou o principal instrumento de financiamento de custeio agrícola com 42,8% do volume total.

Juntando as operações de custeio e de CPR, o volume de investimentos totalizou R$ 322,7 bilhões, um recuo de 2,1% frente ao mesmo período da última safra. 

Outra linha de financiamento que apresentou um bom desempenho nessa safra foi o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), que cresceu 4,3% em concessões e totalizou R$ 56,4 bilhões. 

Outras fontes de financiamento 

No intervalo analisado, a LCA (Letra de Créditos do Agronegócio) apresentou um crescimento expressivo e se tornou a segunda principal fonte de recursos do crédito rural, saltando de R$ 927 milhões para R$ 28,8 bilhões.

Em compensação, a LCA livre apresentou queda de 38%, que, em parte, foi compensada pela expansão da Poupança Rural Livre. Esta fonte de financiamento apresentou crescimento de 49,5%  e alcançou R$ 57,6 bilhões em contratações. 

Já os recursos equalizáveis, aqueles com taxas de juros subvencionadas pelo Tesouro Nacional, totalizaram R$ 48,9 bilhões na safra 2025/2026, com saldo remanescente de 47%. 

Segundo o boletim, a queda de movimentações com essa fonte foi puxada, em parte, pelo aumento na taxa de juros e a maior seletividade das instituições financeiras. 

Outro fator que também impactou esse desempenho foi o início da obrigatoriedade de cumprimento das exigibilidades dos depósitos à vista por cooperativas de crédito e bancos cooperativos, que migraram as contratações para essa fonte.

Na distribuição regional, excluindo CPRs, a região Sul liderou o volume financeiro, com R$ 74,2 bilhões, e o número de contratos, com 131.109 operações no período. 

Em compensação, o Nordeste foi a região que apresentou a maior retração no valor, com  queda de 26% frente ao mesmo intervalo da safra anterior. 

Juros 

No acumulado da safra, os investimentos apresentaram uma retração de 28,1%, movimento que, segundo o Mapa, reflete a cautela dos produtores frente à alta taxa de juros. 

As maiores quedas foram no Proirriga (Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido), com 56%, Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária), com 54% e Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), com 54%. 

De acordo com o Boletim, essa queda é resultado da restrição na demanda por crédito, puxado pelo custo financeiro das operações. Apesar de as instituições terem adotados critérios mais seletivos na concessão, a oferta de recuós não foi um fator para as quedas. 

Fatores externos, como a instabilidade econômica internacional, aumento na inadimplência e elevação dos custos de produção por riscos climáticos também influenciaram. 

Sob supervisão de Andressa Simão

O crédito rural voltado à agricultura empresarial (excluindo o Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) movimentou R$ 433 bilhões entre junho de 2025 e maio de 2026. Este valor representa uma queda de 5% frente ao valor arrecadado no mesmo intervalo da safra 2024/25.

O principal crescimento na atual safra foi dos financiamentos destinados a industrialização, que saltaram 59,5%,  de R$ 19,7 bilhões para R$ 31,5 bilhões. 

Os dados, ainda provisórios, constam do Boletim de Desempenho do Crédito Rural elaborado pelo Departamento de Financiamento (Defin), da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil. 

Segundo o Mapa, o resultado reflete a ampliação do processamento e da agregação de valor aos produtos agropecuários com destaque para o papel das cooperativas no processo. 

A industrialização, que foi a única finalidade com aumento no número de contratos, avançou 17%.

CPR segue em alta

Outro destaque do levantamento do Ministério é a alta de contratações de CPRs (Cédulas de Produto Rural), que chegaram a 185,2 bilhões, aumento de 8% frente ao mesmo período da safra anterior. 

Com o aumento, o investimento se tornou o principal instrumento de financiamento de custeio agrícola com 42,8% do volume total.

Juntando as operações de custeio e de CPR, o volume de investimentos totalizou R$ 322,7 bilhões, um recuo de 2,1% frente ao mesmo período da última safra. 

Outra linha de financiamento que apresentou um bom desempenho nessa safra foi o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), que cresceu 4,3% em concessões e totalizou R$ 56,4 bilhões. 

Outras fontes de financiamento 

No intervalo analisado, a LCA (Letra de Créditos do Agronegócio) apresentou um crescimento expressivo e se tornou a segunda principal fonte de recursos do crédito rural, saltando de R$ 927 milhões para R$ 28,8 bilhões.

Em compensação, a LCA livre apresentou queda de 38%, que, em parte, foi compensada pela expansão da Poupança Rural Livre. Esta fonte de financiamento apresentou crescimento de 49,5%  e alcançou R$ 57,6 bilhões em contratações. 

Já os recursos equalizáveis, aqueles com taxas de juros subvencionadas pelo Tesouro Nacional, totalizaram R$ 48,9 bilhões na safra 2025/2026, com saldo remanescente de 47%. 

Segundo o boletim, a queda de movimentações com essa fonte foi puxada, em parte, pelo aumento na taxa de juros e a maior seletividade das instituições financeiras. 

Outro fator que também impactou esse desempenho foi o início da obrigatoriedade de cumprimento das exigibilidades dos depósitos à vista por cooperativas de crédito e bancos cooperativos, que migraram as contratações para essa fonte.

Na distribuição regional, excluindo CPRs, a região Sul liderou o volume financeiro, com R$ 74,2 bilhões, e o número de contratos, com 131.109 operações no período. 

Em compensação, o Nordeste foi a região que apresentou a maior retração no valor, com  queda de 26% frente ao mesmo intervalo da safra anterior. 

Juros 

No acumulado da safra, os investimentos apresentaram uma retração de 28,1%, movimento que, segundo o Mapa, reflete a cautela dos produtores frente à alta taxa de juros. 

As maiores quedas foram no Proirriga (Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido), com 56%, Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária), com 54% e Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras), com 54%. 

De acordo com o Boletim, essa queda é resultado da restrição na demanda por crédito, puxado pelo custo financeiro das operações. Apesar de as instituições terem adotados critérios mais seletivos na concessão, a oferta de recuós não foi um fator para as quedas. 

Fatores externos, como a instabilidade econômica internacional, aumento na inadimplência e elevação dos custos de produção por riscos climáticos também influenciaram. 

Sob supervisão de Andressa Simão

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *