Após críticas de Gilmar, Vieira diz que ministro do STF “dobra a aposta”

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Após críticas de Gilmar, Vieira diz que ministro do STF “dobra a aposta”

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (23) para rebater as declarações recentes do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na publicação, além de afirmar que o decano do STF “dobra a aposta” em relação à recente tensão entre os dois, Vieira também mencionou o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, que também foi alvo das críticas do ministro.

“Ele também faz ataques ao ex-governador Romeu Zema, lá de Minas Gerais. Ele tenta ridicularizar o Zema, falar do sotaque, da forma de falar que é típica do povo de Minas e não responde nunca a nada concreto”, disse Vieira, que também questionou a postura do magistrado do Supremo em outros casos.

As trocas de declarações entre o político e o magistrado surgiram após a apresentação do relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado na última semana, do qual Vieira era relator.

No parecer, foi pedido o indiciamento de Gilmar Mendes, além de outros dois integrantes da Corte, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Com o encerramento da comissão e a rejeição do relatório, Gilmar pediu à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma investigação contra Vieira, com a alegação de suposto abuso de poder na relatoria da CPI.

Após o pedido, o senador recorreu ao órgão para o arquivamento do processo. No documento, Vieira diz que a jurisprudência firmada pelo próprio STF impede que um parlamentar seja criminalmente responsabilizado pelo conteúdo de relatório apresentado em CPI.

No final da publicação, o senador afirmou que sente estar no “caminho certo” dada a reação de Gilmar Mendes e de “outros caras poderosos de Brasília” e que deve continuar fazendo questionamentos do tipo para que o país “seja de verdade uma democracia”.

Gilmar e Zema discutem

O desentendimento entre o ex-chefe do Executivo mineiro e o magistrado começou quando Gilmar Mendes enviou ao colega de Corte, ministro Alexandre de Moraes, uma solicitação para que Zema passasse a ser investigado no inquérito das Fake News.

A solicitação ocorreu depois que o ex-governador compartilhou um vídeo mostrando fantoches de Gilmar e do ministro Dias Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master. Com isso, ambos começaram a fazer declarações públicas criticando um ao outro.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o ministro disse que Zema fala uma “língua próxima do português”.

Nas redes sociais, o mineiro respondeu ao magistrado, afirmando que tem um “linguajar de brasileiros simples” e não o “português esnobe dos intocáveis de Brasília”.

“Sabe por que você não entende o que eu falo, ministro Gilmar Mendes? Porque o linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”, disparou.

(Com informações de Manoela Carlucci)

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (23) para rebater as declarações recentes do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na publicação, além de afirmar que o decano do STF “dobra a aposta” em relação à recente tensão entre os dois, Vieira também mencionou o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, que também foi alvo das críticas do ministro.

“Ele também faz ataques ao ex-governador Romeu Zema, lá de Minas Gerais. Ele tenta ridicularizar o Zema, falar do sotaque, da forma de falar que é típica do povo de Minas e não responde nunca a nada concreto”, disse Vieira, que também questionou a postura do magistrado do Supremo em outros casos.

As trocas de declarações entre o político e o magistrado surgiram após a apresentação do relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado na última semana, do qual Vieira era relator.

No parecer, foi pedido o indiciamento de Gilmar Mendes, além de outros dois integrantes da Corte, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Com o encerramento da comissão e a rejeição do relatório, Gilmar pediu à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma investigação contra Vieira, com a alegação de suposto abuso de poder na relatoria da CPI.

Após o pedido, o senador recorreu ao órgão para o arquivamento do processo. No documento, Vieira diz que a jurisprudência firmada pelo próprio STF impede que um parlamentar seja criminalmente responsabilizado pelo conteúdo de relatório apresentado em CPI.

No final da publicação, o senador afirmou que sente estar no “caminho certo” dada a reação de Gilmar Mendes e de “outros caras poderosos de Brasília” e que deve continuar fazendo questionamentos do tipo para que o país “seja de verdade uma democracia”.

Gilmar e Zema discutem

O desentendimento entre o ex-chefe do Executivo mineiro e o magistrado começou quando Gilmar Mendes enviou ao colega de Corte, ministro Alexandre de Moraes, uma solicitação para que Zema passasse a ser investigado no inquérito das Fake News.

A solicitação ocorreu depois que o ex-governador compartilhou um vídeo mostrando fantoches de Gilmar e do ministro Dias Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master. Com isso, ambos começaram a fazer declarações públicas criticando um ao outro.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o ministro disse que Zema fala uma “língua próxima do português”.

Nas redes sociais, o mineiro respondeu ao magistrado, afirmando que tem um “linguajar de brasileiros simples” e não o “português esnobe dos intocáveis de Brasília”.

“Sabe por que você não entende o que eu falo, ministro Gilmar Mendes? Porque o linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”, disparou.

(Com informações de Manoela Carlucci)

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

 

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