Airbnb analisa uso de imóveis sociais e pode derrubar anúncios em São Paulo

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Airbnb analisa uso de imóveis sociais e pode derrubar anúncios em São Paulo

O Airbnb iniciou uma análise técnica para identificar e remover anúncios de imóveis localizados em empreendimentos de Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) em São Paulo.

A medida visa adequar a plataforma ao Decreto 64.244/2025, que estabelece restrições rigorosas para o uso desses imóveis em modalidades de aluguel de curta duração.

Regulamentação e fiscalização

Publicado em 28 de maio de 2025, o decreto municipal determina que a estadia temporária não configura provisão habitacional, finalidade exclusiva das unidades HIS e HMP.

De acordo com a normativa, o proprietário ou locador deve comprovar o enquadramento da renda familiar dos moradores, sob pena de sanções administrativas e judiciais.

A plataforma informou que iniciou a revisão das acomodações no último dia 27 de abril, utilizando uma listagem oficial encaminhada pela Prefeitura de São Paulo.

Em comunicados enviados por e-mail, a partir dessa segunda-feira (4), o Airbnb alertou os anfitriões da capital paulista que anúncios em situação irregular serão removidos nos próximos dias.

Impacto na política habitacional

A restrição é vista como um avanço nos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) conduzida pela Câmara Municipal de São Paulo.

A vereadora Silvia Ferraro (PSOL-SP) defende que as diretrizes do decreto sejam convertidas em lei definitiva para coibir o uso de unidades subsidiadas como investimento imobiliário.

A medida foi aplaudida por vereadores de São Paulo que denunciam o uso de habitações populares como fomento da especulação imobiliária na cidade.

O descumprimento das regras de destinação pode obrigar os responsáveis a devolverem ao município os valores equivalentes aos incentivos urbanísticos recebidos durante a construção, como o potencial construtivo adicional.

Posicionamento da plataforma

Em nota oficial, o Airbnb reiterou que atua de forma colaborativa com o poder público para garantir que os anúncios estejam em conformidade com as leis locais.

Posicionamento – Airbnb

“O Airbnb tem atuado de forma contínua e colaborativa com a Câmara Municipal e com a Prefeitura de São Paulo ao longo de toda a CPI. Para seguir em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Decreto 64.244/2025, o Airbnb iniciou, no dia 27 de abril, análises sobre eventuais irregularidades em acomodações anunciadas na plataforma na cidade de São Paulo, com base na listagem oficial fornecida nesta data pela Prefeitura de São Paulo. Em 4 de maio, em comunicação enviada por email, a plataforma informou aos anfitriões da cidade de São Paulo que anúncios irregulares serão removidos da plataforma. O Airbnb reitera seu apoio à destinação das unidades de habitação social às famílias que precisam delas e continuará colaborando com o cumprimento da política habitacional do município”.

A CNN Brasil entrou em contato com a Secretaria de Habitação De São Paulo para um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.

O Airbnb iniciou uma análise técnica para identificar e remover anúncios de imóveis localizados em empreendimentos de Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) em São Paulo.

A medida visa adequar a plataforma ao Decreto 64.244/2025, que estabelece restrições rigorosas para o uso desses imóveis em modalidades de aluguel de curta duração.

Regulamentação e fiscalização

Publicado em 28 de maio de 2025, o decreto municipal determina que a estadia temporária não configura provisão habitacional, finalidade exclusiva das unidades HIS e HMP.

De acordo com a normativa, o proprietário ou locador deve comprovar o enquadramento da renda familiar dos moradores, sob pena de sanções administrativas e judiciais.

A plataforma informou que iniciou a revisão das acomodações no último dia 27 de abril, utilizando uma listagem oficial encaminhada pela Prefeitura de São Paulo.

Em comunicados enviados por e-mail, a partir dessa segunda-feira (4), o Airbnb alertou os anfitriões da capital paulista que anúncios em situação irregular serão removidos nos próximos dias.

Impacto na política habitacional

A restrição é vista como um avanço nos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) conduzida pela Câmara Municipal de São Paulo.

A vereadora Silvia Ferraro (PSOL-SP) defende que as diretrizes do decreto sejam convertidas em lei definitiva para coibir o uso de unidades subsidiadas como investimento imobiliário.

A medida foi aplaudida por vereadores de São Paulo que denunciam o uso de habitações populares como fomento da especulação imobiliária na cidade.

O descumprimento das regras de destinação pode obrigar os responsáveis a devolverem ao município os valores equivalentes aos incentivos urbanísticos recebidos durante a construção, como o potencial construtivo adicional.

Posicionamento da plataforma

Em nota oficial, o Airbnb reiterou que atua de forma colaborativa com o poder público para garantir que os anúncios estejam em conformidade com as leis locais.

Posicionamento – Airbnb

“O Airbnb tem atuado de forma contínua e colaborativa com a Câmara Municipal e com a Prefeitura de São Paulo ao longo de toda a CPI. Para seguir em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Decreto 64.244/2025, o Airbnb iniciou, no dia 27 de abril, análises sobre eventuais irregularidades em acomodações anunciadas na plataforma na cidade de São Paulo, com base na listagem oficial fornecida nesta data pela Prefeitura de São Paulo. Em 4 de maio, em comunicação enviada por email, a plataforma informou aos anfitriões da cidade de São Paulo que anúncios irregulares serão removidos da plataforma. O Airbnb reitera seu apoio à destinação das unidades de habitação social às famílias que precisam delas e continuará colaborando com o cumprimento da política habitacional do município”.

A CNN Brasil entrou em contato com a Secretaria de Habitação De São Paulo para um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.

 

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