Narradores esportivos da Nacional se destacaram ao longo de décadas

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Brasília (DF), 03/07/2026 - 90 anos em 90 histórias. Arte/Agência Brasil

emoção de ouvir uma partida de futebol pelo rádio é uma sensação mágica. E uma das emissoras que ajudaram a construir essa tradição foi a Rádio NacionalPelos seus microfones passaram narradores que transformaram partidas em espetáculos e fizeram da transmissão esportiva uma arte.

▶️ Este episódio é parte da série 90 anos em 90 histórias, que originalmente vai ao ar em toda a cadeia Nacional, diariamente, às 10h e às 20h. A Radioagência Nacional publicará todas as edições, com reprodução gratuita. Ouça e baixe aqui.  

Nos anos 1940 e 1950, uma voz se tornou referência para todo o rádio brasileiro. Era Jorge Curi. Conhecido como “a voz padrão do rádio brasileiro”, participou da Copa do Mundo de 1950 e ajudou a definir um padrão para a narração esportiva.

Ao lado dele, outro pioneiro: Antônio Cordeiro. Narrador, chefe de equipe e criador do tradicional programa No Mundo da Bola. Sua locução, mais serena, ajudou a consolidar o jornalismo esportivo da Nacional.

Nas décadas seguintes, surgiram vozes que levaram a emoção do futebol para uma nova geração de ouvintes. Valdir Amaral foi um dos maiores exemplos. Sem o vozeirão de alguns colegas, conquistou multidões com sua precisão e enorme capacidade de comunicação.

Já Doalcei Bueno de Camargo, o famoso Dodô, era o oposto: rápido, detalhista e super vibrante.

Na década de 1970, surge, então, um novo personagem: José Carlos Araújo. O “Garotinho”, como ficou conhecido, transformou o locutor em um comunicador completo, mudando, com isso, a dinâmica das jornadas esportivas da emissora.

Ele lembra com muito carinho de sua história na Nacional.

“A Rádio Nacional foi um trampolim dos mais importantes de toda essa minha carreira de imprensa esportiva, de cronista e principalmente transformando o locutor em comunicador nas transmissões do futebol”.

Narradores de outros esportes

Mas a Rádio Nacional nunca viveu apenas de futebol. Oduvaldo Cozzi, o mestre poético gaúcho, narrou corridas automobilísticas.

Tivemos também Agostinho Gomes, com seu carinhoso bordão “Ô, gente boa”, marcando época no futebol de salão e no basquete nas décadas de 1970 e 1980; Sérgio Paiva, brilhante no basquetebol e no voleibol; e o pioneiro Pilar Drummond, que narrou o basquete brasileiro nos Jogos Olímpicos de 1948, em Londres.

Nos anos 1980, 1990 e 2000, a tradição continuou na Rádio Nacional. Conhecemos o “Garotão da Galera”, Luiz Penido, que comandou a cobertura do tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.

Teve também a precisão cirúrgica de Carlos de Souza, a emoção de Ricardo Mazela e o estilo inconfundível de Januário de Oliveira, criador de um famoso bordão brasileiro.

1ª mulher a narrar futebol na Nacional

Até chegarmos à atualidade, quando a tradição se renova. Hoje, as jornadas ganham ritmo na voz cadenciada e jovem de Felipe Rangel e na garra veterana de André Luiz Mendes.

E, começando a caminhada na equidade de gênero nas transmissões, a presença vibrante de Luciana Zogaib, a primeira mulher a narrar futebol na história da Rádio Nacional.

Prestamos homenagem a todos os profissionais que, por meio da Nacional, levaram – e ainda levam – o esporte brasileiro para cada cantinho do país.

Créditos:

Este episódio usou áudios do acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Mario Sartorello interpreta o texto do cartaz da RCA Victor. Apresentação e produção de Guilherme Strozi e Raquel Júnia. Colaboração: Cezar Faccioli. A pesquisa é da equipe do Acervo: Aline Brettas, Maria Carnevale, Mariana Nazareth e Thiago Guimarães.  A montagem, sonoplastia e mixagem é de Jailton Sodré. Os trabalhos técnicos são de Jaime Batista, Lucas Alexandre, Lucia Safatle, Márcio Freitas, Marcos Inácio, Rafael Espíndola, Rafael Napoleão e Rafael Thomaz. Coordenação de Produção e Programação: Cynthia Cruz. Gerência da Radio Nacional: Bianca Fingher. Gerência-executiva de Rádios: Carlos Senna. Concepção da série: Thiago Regotto.

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