Palmeiras é engolido pela LDU e precisa de reinvenção tática para seguir vivo na Libertadores

Reprodução/X/@LibertadoresBR
O Palmeiras viveu uma de suas noites mais difíceis sob o comando de Abel Ferreira. A derrota por 3 a 0 para a LDU, em Quito, expôs falhas estruturais no sistema defensivo e uma preocupante incapacidade de reação diante de um adversário mais intenso e organizado.
Primeiro tempo: desatenção e descompactação
A LDU controlou completamente as ações nos 45 minutos iniciais. O Palmeiras mostrou uma equipe espalhada em campo, sem coordenação entre meio-campo e defesa. As laterais foram o ponto mais vulnerável: Khellven e Piquerez sofreram para conter os avanços rápidos dos equatorianos, e as coberturas chegaram atrasadas.
O primeiro gol, marcado por Villamíl, nasceu de um cruzamento rasteiro em que o setor direito alviverde estava totalmente aberto. O segundo veio em pênalti cometido por Andreas Pereira, reflexo da desorganização e da pressão alta da LDU. E o terceiro, novamente com Villamíl, evidenciou a dificuldade do Palmeiras em bloquear cruzamentos e reagir a segundos lances.
Abel Ferreira tentou manter o padrão habitual, mas o 4-3-3 se mostrou ineficaz diante da intensidade da altitude e da mobilidade rival. Faltou compactação e agressividade sem a bola — características que sempre marcaram o sucesso do time nos últimos anos.
Segundo tempo: ajustes insuficientes
Na etapa final, Abel buscou corrigir o sistema com linhas mais próximas e maior controle de bola. A defesa se estabilizou, mas o ataque seguiu previsível. A circulação lenta e a ausência de infiltrações tornaram o Palmeiras um time fácil de marcar.
A melhor chance veio aos 37 minutos, quando Sosa escapou nas costas da zaga e finalizou, mas Domínguez fez grande defesa. Fora isso, o time não conseguiu criar volume ofensivo. Mesmo com mais posse, o Verdão faltou intensidade, triangulação e confiança — elementos essenciais em mata-mata de Libertadores.
O desafio para o jogo de volta
Reverter um 3 a 0 em casa é possível, mas exige mudança de postura e estratégia. Abel precisará encontrar alternativas para dar profundidade ao ataque, talvez apostando em um meio mais leve e veloz, com transições rápidas e amplitude.
Mais do que o resultado, a atuação em Quito serve como alerta: o Palmeiras precisa recuperar o espírito competitivo e a disciplina tática que o tornaram uma potência continental. Caso contrário, a eliminação será consequência natural de uma queda de rendimento que vem se acentuando nas últimas semanas.
