Irã já colocou minas no Estreito de Ormuz em outra guerra; veja como foi

0
Irã já colocou minas no Estreito de Ormuz em outra guerra; veja como foi

Um dos pontos mais críticos da atual guerra no Oriente Médio é o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. A ação impactou diretamente o preço do petróleo mundialmente.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pediu que aliados enviem navios para proteger Ormuz, mas, até agora, diversos países se mostraram reticentes em auxiliar.

Segundo fontes da CNN, o regime iraniano colocou minas navais na rota marítima. Em uma tentativa de evitar que o problema se agrave, os EUA disseram que destruíram dezenas de embarcações responsáveis por lançar esses explosivos na água.

Mas essa não é a primeira vez que o Irã posiciona minas no Estreito de Ormuz: o país também fez isso nos anos finais da guerra com o Iraque, que aconteceu entre 1980 e 1988.

Na época, os EUA também buscaram garantir o fluxo livre de recursos energéticos no Golfo Pérsico e efetivamente realizaram operações militares, contando ainda com escolta de navios.

Entre julho de 1987 e setembro de 1988, as forças americanas lançaram a operação Earnest Will, em que escoltaram petroleiros do Kuwait que foram “rebandeirados” como embarcações dos EUA.

Logo no comboio inicial, o navio-tanque Bridgeton foi atingido por uma mina. A embarcação foi danificada, mas não afundou.

Em setembro de 1987, os Estados Unidos também lançaram a operação Prime Chance, na qual capturaram uma embarcação iraniana que estava posicionando minas. Posteriormente, esse navio foi afundado.

E, em abril de 1988, os americanos lançaram ataques contra plataformas de petróleo do Irã com a operação Praying Mantis após o navio de guerra USS Samuel B. Roberts ter sido gravemente danificado por uma mina.

A explosão abriu um enorme buraco no casco da embarcação e deixou dez marinheiros gravemente feridos.

De acordo com o Congresso americano, a Praying Mantis foi a maior ação naval de superfície dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial até aquele momento.

Dificuldades de tirar minas no Estreito de Ormuz

Em 2008, David Isenberg, especialista em Política de Defesa dos EUA, afirmou em um artigo que projeções baseadas em operações anteriores indicavam que poderia levar um mês ou mais para reabrir o Estreito de Ormuz caso o Irã conseguisse colocar minas na hidrovia, mesmo que em uma operação de pequena escala.

Ele também pontuou que a dificuldade da operação de desminagem varia consideravelmente de acordo com o tipo de mina posicionada.

Segundo o Strauss Center, um centro de pesquisa de Segurança e Direito Internacional da Universidade do Texas, os iraquianos lançaram mais de 1.100 minas ao sul de Shatt al Arab, um rio que marca a fronteira entre o Iraque e o Irã, durante a guerra com o regime iraniano em 1980.

O instituto ressalta que, mesmo que países europeus e os Estados Unidos tenham adotado contramedidas de minas “imediatamente”, foram necessários mais de dois meses para “limpar” as águas da região.

Um relatório do Congresso dos Estados Unidos de 2025 aponta que o Irã tenha um arsenal de 5.000 a 6.000 minas.

Em entrevista ao programa WW, da CNN Brasil, Vitelio Brustolin, pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de Harvard, comentou que o regime iraniano tem utilizado meios relativamente mais baratos — como drones e minas — para causar grandes danos econômicos.

Entenda como funcionam as minas usadas pelo Irã no Estreito de Ormuz

Um dos pontos mais críticos da atual guerra no Oriente Médio é o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. A ação impactou diretamente o preço do petróleo mundialmente.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pediu que aliados enviem navios para proteger Ormuz, mas, até agora, diversos países se mostraram reticentes em auxiliar.

Segundo fontes da CNN, o regime iraniano colocou minas navais na rota marítima. Em uma tentativa de evitar que o problema se agrave, os EUA disseram que destruíram dezenas de embarcações responsáveis por lançar esses explosivos na água.

Mas essa não é a primeira vez que o Irã posiciona minas no Estreito de Ormuz: o país também fez isso nos anos finais da guerra com o Iraque, que aconteceu entre 1980 e 1988.

Na época, os EUA também buscaram garantir o fluxo livre de recursos energéticos no Golfo Pérsico e efetivamente realizaram operações militares, contando ainda com escolta de navios.

Entre julho de 1987 e setembro de 1988, as forças americanas lançaram a operação Earnest Will, em que escoltaram petroleiros do Kuwait que foram “rebandeirados” como embarcações dos EUA.

Logo no comboio inicial, o navio-tanque Bridgeton foi atingido por uma mina. A embarcação foi danificada, mas não afundou.

Em setembro de 1987, os Estados Unidos também lançaram a operação Prime Chance, na qual capturaram uma embarcação iraniana que estava posicionando minas. Posteriormente, esse navio foi afundado.

E, em abril de 1988, os americanos lançaram ataques contra plataformas de petróleo do Irã com a operação Praying Mantis após o navio de guerra USS Samuel B. Roberts ter sido gravemente danificado por uma mina.

A explosão abriu um enorme buraco no casco da embarcação e deixou dez marinheiros gravemente feridos.

De acordo com o Congresso americano, a Praying Mantis foi a maior ação naval de superfície dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial até aquele momento.

Dificuldades de tirar minas no Estreito de Ormuz

Em 2008, David Isenberg, especialista em Política de Defesa dos EUA, afirmou em um artigo que projeções baseadas em operações anteriores indicavam que poderia levar um mês ou mais para reabrir o Estreito de Ormuz caso o Irã conseguisse colocar minas na hidrovia, mesmo que em uma operação de pequena escala.

Ele também pontuou que a dificuldade da operação de desminagem varia consideravelmente de acordo com o tipo de mina posicionada.

Segundo o Strauss Center, um centro de pesquisa de Segurança e Direito Internacional da Universidade do Texas, os iraquianos lançaram mais de 1.100 minas ao sul de Shatt al Arab, um rio que marca a fronteira entre o Iraque e o Irã, durante a guerra com o regime iraniano em 1980.

O instituto ressalta que, mesmo que países europeus e os Estados Unidos tenham adotado contramedidas de minas “imediatamente”, foram necessários mais de dois meses para “limpar” as águas da região.

Um relatório do Congresso dos Estados Unidos de 2025 aponta que o Irã tenha um arsenal de 5.000 a 6.000 minas.

Em entrevista ao programa WW, da CNN Brasil, Vitelio Brustolin, pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de Harvard, comentou que o regime iraniano tem utilizado meios relativamente mais baratos — como drones e minas — para causar grandes danos econômicos.

Entenda como funcionam as minas usadas pelo Irã no Estreito de Ormuz

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *