Flávio Bolsonaro diz que vai pedir anulação das eleições

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Senador criticou decisão que prorrogou o horário de votação.

 Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro, do PL, candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, anunciou nesse ultimo domingo (25) que vai pedir anulação das eleições e disse ser impossível reconhecer o resultado. Flávio criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de prorrogar por duas horas o horário de votação até às sete da noite.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições.”

Cristiano Zanin atendeu pedidos das duas campanhas para prorrogar o horário de votação. O PT alegou dificuldades no transporte de eleitores, principalmente nas capitais Salvador e São Paulo. Já o PL de Flávio Bolsonaro havia pedido a extensão do horário em cidades do Sul e do Sudeste atingidas pelas chuvas. Mesmo com o pedido feito pelo próprio PL, Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil.”

Após o anúncio do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, cumprimentou o presidente Lula pela reeleição. Simonetti afirmou que a decisão das urnas deve ser respeitada por todos, independentemente das diferenças políticas. Segundo ele, esse respeito à vontade popular sustenta a democracia.

Já o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, disse que a democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer livremente seu direito de escolha. Para o PGR, respeitar a vontade dos eleitores fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política.

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