BC, União e FGC têm 15 dias para responder sobre empréstimo ao BRB

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Depois de investir no Banco Master, BRB pede empréstimo de R$ 6,6 bi

BC, União e FGC têm 15 dias para responder sobre empréstimo ao BRB

Depois de investir no Banco Master, BRB pede empréstimo de R$ 6,6 bi

Brasília (DF), 19/11/2025 – Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB).  Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões.
O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Foto : Joédson Alves/Agência Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, deu um prazo de 15 dias para que a União, o Banco Central (BC) e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) expliquem os obstáculos que travam a liberação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado a socorrer o BRB, Banco de Brasília, atingido pelo escândalo do Banco Master. A Procuradoria-Geral da República também foi notificada para se manifestar sobre o caso. 

O dinheiro serviria para cobrir parte do rombo deixado pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master pelo BRB, transação financeira que hoje é investigada pelo Supremo, sob suspeita de que executivos do banco distrital tenham sido subornados para aprovar a operação. Sem o empréstimo, a instituição corre risco de liquidação pelo Banco Central, por descumprir exigências regulatórias. O tamanho exato do prejuízo ainda é desconhecido, já que o BRB tem atrasado repetidamente a divulgação de seu balanço.

Um acordo para o resgate foi homologado por Fux em maio, mas nunca chegou a ser executado. Pelo entendimento firmado entre as partes, a garantia do empréstimo não viria de recursos federais, mas dos fundos de participação de estados e municípios, além de dividendos e participação acionária. Os bancos do Fundo Garantidor, porém, resistem em liberar o valor: questionam o plano de negócios do BRB e exigem segurança sobre o acesso a esses recursos em caso de inadimplência. Uma audiência de conciliação em agosto não resolveu o impasse.

O governo do Distrito Federal insiste que o BRB é essencial para a administração local, já que paga servidores, administra benefícios sociais e concentra depósitos judiciais; e que sua falência afetaria diretamente a população.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, deu um prazo de 15 dias para que a União, o Banco Central (BC) e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) expliquem os obstáculos que travam a liberação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado a socorrer o BRB, Banco de Brasília, atingido pelo escândalo do Banco Master. A Procuradoria-Geral da República também foi notificada para se manifestar sobre o caso. 

O dinheiro serviria para cobrir parte do rombo deixado pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master pelo BRB, transação financeira que hoje é investigada pelo Supremo, sob suspeita de que executivos do banco distrital tenham sido subornados para aprovar a operação. Sem o empréstimo, a instituição corre risco de liquidação pelo Banco Central, por descumprir exigências regulatórias. O tamanho exato do prejuízo ainda é desconhecido, já que o BRB tem atrasado repetidamente a divulgação de seu balanço.

Um acordo para o resgate foi homologado por Fux em maio, mas nunca chegou a ser executado. Pelo entendimento firmado entre as partes, a garantia do empréstimo não viria de recursos federais, mas dos fundos de participação de estados e municípios, além de dividendos e participação acionária. Os bancos do Fundo Garantidor, porém, resistem em liberar o valor: questionam o plano de negócios do BRB e exigem segurança sobre o acesso a esses recursos em caso de inadimplência. Uma audiência de conciliação em agosto não resolveu o impasse.

O governo do Distrito Federal insiste que o BRB é essencial para a administração local, já que paga servidores, administra benefícios sociais e concentra depósitos judiciais; e que sua falência afetaria diretamente a população.

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