Congresso analisa projeto que prevê educação financeira nas escolas

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Medida busca educar estudantes para prevenir endividamento futuro

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s

Foto:  Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O projeto de lei que prevê a inclusão da educação financeira como tema nas escolas para os alunos dos ensinos fundamental e médio de todo o país foi aprovado com algumas ressalvas pelo Senado Federal e passa por análise final na Câmara dos Deputados. A medida determina que os estudantes aprendam desde cedo a lidar com o dinheiro para prevenir o endividamento futuro.

Em Salvador, o educador financeiro Rafael Coelho já ensina o tema para crianças e adolescentes:

“Aproveitei este ano a Copa do Mundo e trouxe as figurinhas. Quando a gente olha que as figurinhas, este ano, cada figurinha estava custando R$ 1, mas na Copa do Mundo que teve no Brasil em 2014, ela custava R$ 0,20. Então, vou explicando para eles o que é inflação. Vou trazendo exemplos do dia a dia e, às vezes, até exemplos um pouquinho mais complexos.”

Catarina Scardua, empresária e mãe de Maria Flor, de 8 anos, diz que já está conseguindo ver resultados da educação financeira que a filha tem aprendido na escola e que elas vão além dos conteúdos teóricos:

“Hoje, a gente pode ter uma conversa muito mais aberta, muito mais clara sobre custos, gastos, a importância também de poupar dinheiro para que a gente possa fazer compras ou viagens ou algo que a gente queira muito.”

Em abril, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir alguma dívida, segundo o levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Para evitar que situações como essa se repitam na vida adulta desses jovens, Rafael Coelho explica que a educação financeira deve começar dentro de casa:

“Mostrar para eles que uma família que tem educação financeira é uma família que cuida bem do seu dinheiro. Esse é o primeiro ponto. E, segundo, compartilhar decisões.”

Caso a medida seja aprovada, a educação financeira deve ser trabalhada de forma transversal. Ou seja, em vez de ser abordada em uma única disciplina, o tema poderá estar presente em diferentes áreas do conhecimento, como matemática, história e geografia.

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