Relatório do Fed cita aceleração da inflação nos EUA
A inflação nos Estados Unidos “aumentou ainda mais na primavera local”, à medida que o impacto crescente das tarifas, custos de energia impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e a expansão acelerada da tecnologia de inteligência artificial intensificaram pressões sobre os preços que começaram a se formar no ano passado, afirmou o Federal Reserve nesta sexta-feira (10) em um novo relatório encaminhado ao Congresso, antes de audiências sobre política monetária na próxima semana.
“A inflação subiu este ano e permanece elevada em relação à meta de longo prazo do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de 2%”, com dados mais recentes mostrando que o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) estava em cerca do dobro dessa taxa em maio, de acordo com o relatório.
Em contrapartida, “o mercado de trabalho se estabilizou, com a demanda e a oferta praticamente em equilíbrio”, e a taxa de desemprego de junho, de 4,2%, ainda é “baixa”, apontou o relatório do Fed, ao mesmo tempo em que destacou as mudanças nas tendências demográficas que estão ajudando a manter essa situação.
“Uma desaceleração acentuada na imigração e quedas contínuas na participação na força de trabalho, devido ao envelhecimento da população, levaram a uma desaceleração no crescimento da oferta de mão de obra”, segundo o documento.
Este é o primeiro relatório de política monetária ao Congresso divulgado sob a gestão do novo chair do Fed, Kevin Warsh, que deve comparecer perante comissões da Câmara dos Deputados e do Senado na próxima terça (14) e quarta-feira (15), no que são supostamente revisões semestrais da política monetária pelo Congresso. A habitual audiência da primavera foi adiada em meio à controvérsia entre o ex-chair do Fed, Jerome Powell, e o presidente Donald Trump, com Warsh assumindo o cargo no final de maio, após o término do mandato de Powell à frente do banco central.
O Fed mantém as taxas de juros estáveis desde dezembro, mas preocupações com a inflação levaram os investidores a precificar aumentos nas taxas ainda este ano.
A menção à IA como fator impulsionador da inflação, pelo menos no curto prazo, é notável. Warsh tem visto a tecnologia como uma fonte de redução da inflação, dado o provável impulso que ela dará à produtividade, mas reconheceu recentemente que o momento em que esses ganhos de produtividade e do lado da oferta ocorrerão é incerto, enquanto a demanda por eletricidade, chips e outros materiais envolvidos na expansão do setor continua.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?
A inflação nos Estados Unidos “aumentou ainda mais na primavera local”, à medida que o impacto crescente das tarifas, custos de energia impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e a expansão acelerada da tecnologia de inteligência artificial intensificaram pressões sobre os preços que começaram a se formar no ano passado, afirmou o Federal Reserve nesta sexta-feira (10) em um novo relatório encaminhado ao Congresso, antes de audiências sobre política monetária na próxima semana.
“A inflação subiu este ano e permanece elevada em relação à meta de longo prazo do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de 2%”, com dados mais recentes mostrando que o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) estava em cerca do dobro dessa taxa em maio, de acordo com o relatório.
Em contrapartida, “o mercado de trabalho se estabilizou, com a demanda e a oferta praticamente em equilíbrio”, e a taxa de desemprego de junho, de 4,2%, ainda é “baixa”, apontou o relatório do Fed, ao mesmo tempo em que destacou as mudanças nas tendências demográficas que estão ajudando a manter essa situação.
“Uma desaceleração acentuada na imigração e quedas contínuas na participação na força de trabalho, devido ao envelhecimento da população, levaram a uma desaceleração no crescimento da oferta de mão de obra”, segundo o documento.
Este é o primeiro relatório de política monetária ao Congresso divulgado sob a gestão do novo chair do Fed, Kevin Warsh, que deve comparecer perante comissões da Câmara dos Deputados e do Senado na próxima terça (14) e quarta-feira (15), no que são supostamente revisões semestrais da política monetária pelo Congresso. A habitual audiência da primavera foi adiada em meio à controvérsia entre o ex-chair do Fed, Jerome Powell, e o presidente Donald Trump, com Warsh assumindo o cargo no final de maio, após o término do mandato de Powell à frente do banco central.
O Fed mantém as taxas de juros estáveis desde dezembro, mas preocupações com a inflação levaram os investidores a precificar aumentos nas taxas ainda este ano.
A menção à IA como fator impulsionador da inflação, pelo menos no curto prazo, é notável. Warsh tem visto a tecnologia como uma fonte de redução da inflação, dado o provável impulso que ela dará à produtividade, mas reconheceu recentemente que o momento em que esses ganhos de produtividade e do lado da oferta ocorrerão é incerto, enquanto a demanda por eletricidade, chips e outros materiais envolvidos na expansão do setor continua.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?
