Moody’s: Mais instituições têm dificuldade em cumprir requisitos de capital
Um número maior de instituições financeiras está enfrentando dificuldades para cumprir os requisitos mínimos de capital regulatório em 2025, segundo a Moody’s Local.
De acordo com o diretor associado para Instituições Financeiras da Moody’s Local, Henrique Ikuta, o cenário reflete a deterioração do perfil financeiro de bancos de menor porte, fintechs, sociedades de crédito direto e instituições de pagamento, em meio a um ambiente de crédito mais desafiador e custos elevados de captação.
“Esse ano a gente observa um número maior de desenquadramento de capital regulatório, o que indica uma deterioração de fato no perfil financeiro de diversas entidades”, disse.
Segundo ele, o cenário afeta principalmente instituições de menor porte, como bancos, fintechs, sociedades de crédito direto e instituições de pagamento. Ikuta acrescentou que o setor do agronegócio vem pressionando os balanços de diversas instituições desde 2024, sobretudo aquelas com maior concentração de crédito nesse segmento.
Para 2026, a expectativa é de um ambiente de crédito mais desafiador. “Instituições menos diversificadas ou que têm uma exposição setorial a setores que não estão performando bem têm a tendência de sofrer mais durante esse ciclo econômico atual”, afirmou.
O executivo também destacou que o elevado custo de captação continua pressionando os resultados das instituições financeiras, embora o spread — diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada nos empréstimos — tenda a compensar parcialmente esse impacto.
Nos últimos meses, a Moody’s Local rebaixou a nota de crédito do Banco Digimais de “B+.br” para “CCC+.br” e alterou a perspectiva da instituição para negativa. A decisão foi motivada pela deterioração do perfil de risco dos ativos do banco e pela investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de gestão fraudulenta.
Em entrevista ao CNN Money, Ikuta explicou que o rebaixamento para “CCC+.br” ocorreu em maio, antes mesmo da deflagração da operação da Polícia Federal.
Segundo ele, a agência já vinha acompanhando uma mudança no perfil de risco da instituição desde o segundo semestre de 2024.
“Desde o segundo semestre do ano passado, a gente começou a notar um maior apetite a risco do Banco Digimais, via aumento da exposição do banco em fundos de investimento alternativos”, afirmou Ikuta, citando como exemplos os FIDCs não padronizados e os FIPs (fundos de investimento em participações).
O principal sinal de alerta surgiu após a divulgação das demonstrações financeiras do banco, no início de abril. Dos cerca de R$ 4 bilhões investidos em fundos alternativos, aproximadamente R$ 3 bilhões estavam sujeitos a ressalvas do auditor independente.
“O auditor reporta, no seu parecer, que ele não teve condições de validar aquele saldo”, explicou Ikuta. Considerando que o patrimônio líquido do banco era estimado entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, a exposição foi considerada elevada.
“Qualquer ajuste negativo em relação à marcação desses ativos pode impactar de forma bem severa a posição patrimonial do banco, o que pode levar à insolvência“, alertou.
Um número maior de instituições financeiras está enfrentando dificuldades para cumprir os requisitos mínimos de capital regulatório em 2025, segundo a Moody’s Local.
De acordo com o diretor associado para Instituições Financeiras da Moody’s Local, Henrique Ikuta, o cenário reflete a deterioração do perfil financeiro de bancos de menor porte, fintechs, sociedades de crédito direto e instituições de pagamento, em meio a um ambiente de crédito mais desafiador e custos elevados de captação.
“Esse ano a gente observa um número maior de desenquadramento de capital regulatório, o que indica uma deterioração de fato no perfil financeiro de diversas entidades”, disse.
Segundo ele, o cenário afeta principalmente instituições de menor porte, como bancos, fintechs, sociedades de crédito direto e instituições de pagamento. Ikuta acrescentou que o setor do agronegócio vem pressionando os balanços de diversas instituições desde 2024, sobretudo aquelas com maior concentração de crédito nesse segmento.
Para 2026, a expectativa é de um ambiente de crédito mais desafiador. “Instituições menos diversificadas ou que têm uma exposição setorial a setores que não estão performando bem têm a tendência de sofrer mais durante esse ciclo econômico atual”, afirmou.
O executivo também destacou que o elevado custo de captação continua pressionando os resultados das instituições financeiras, embora o spread — diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada nos empréstimos — tenda a compensar parcialmente esse impacto.
Nos últimos meses, a Moody’s Local rebaixou a nota de crédito do Banco Digimais de “B+.br” para “CCC+.br” e alterou a perspectiva da instituição para negativa. A decisão foi motivada pela deterioração do perfil de risco dos ativos do banco e pela investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de gestão fraudulenta.
Em entrevista ao CNN Money, Ikuta explicou que o rebaixamento para “CCC+.br” ocorreu em maio, antes mesmo da deflagração da operação da Polícia Federal.
Segundo ele, a agência já vinha acompanhando uma mudança no perfil de risco da instituição desde o segundo semestre de 2024.
“Desde o segundo semestre do ano passado, a gente começou a notar um maior apetite a risco do Banco Digimais, via aumento da exposição do banco em fundos de investimento alternativos”, afirmou Ikuta, citando como exemplos os FIDCs não padronizados e os FIPs (fundos de investimento em participações).
O principal sinal de alerta surgiu após a divulgação das demonstrações financeiras do banco, no início de abril. Dos cerca de R$ 4 bilhões investidos em fundos alternativos, aproximadamente R$ 3 bilhões estavam sujeitos a ressalvas do auditor independente.
“O auditor reporta, no seu parecer, que ele não teve condições de validar aquele saldo”, explicou Ikuta. Considerando que o patrimônio líquido do banco era estimado entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões, a exposição foi considerada elevada.
“Qualquer ajuste negativo em relação à marcação desses ativos pode impactar de forma bem severa a posição patrimonial do banco, o que pode levar à insolvência“, alertou.
