Há compromisso do governo para agenda de corte de despesas, diz Hugo Motta

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Presidente da Câmara se reuniu com ministros de Lula antes de sessão, nesta segunda-feira (16), para analisar a urgência do projeto que derruba o aumento do IOF

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (16) que o governo tem o compromisso de apresentar uma agenda de corte de despesas. Ele afirmou que deve participar de uma nova rodada de reuniões com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“O que há do governo é um compromisso de apresentar uma agenda de propostas sobre o corte de despesas. Nós estamos aguardando. Eu falei também por telefone na última sexta-feira com o ministro Haddad, que solicitou novas reuniões para tratar dessa agenda”, disse Motta em entrevista a jornalistas na Câmara.

Questionado, Motta negou que o governo tenha sinalizado um possível recuo no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A elevação das alíquotas gerou insatisfação no Congresso. Por esse motivo, na noite desta segunda, a Câmara analisará o pedido de urgência de um projeto que derruba o decreto sobre as mudanças no IOF.

“O Brasil precisa continuar fazendo um trabalho de transformação social, mas sem penalizar quem produz, quem gera emprego, quem gera renda. Penso que o governo está cada vez mais compreendendo essa mensagem. Essa votação de hoje, na minha avaliação, será muito simbólica sobre o sentimento da Casa e vamos aguardar quais serão os próximos passos”, afirmou.

Na véspera da votação, nesta tarde, o presidente da Câmara se reuniu com os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil), além de líderes da base aliada ao Planalto. Antes, no sábado (14), Motta também teve reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nós temos conversado muito desde o último sábado, quando estive com o presidente [Lula], demonstrando que na Casa e nos partidos há um esgotamento de medidas que venham procurar aumentar a arrecadação única e exclusivamente com aumento de impostos. O governo é sabedor dessa insatisfação”, disse Motta.

Após a análise da urgência, Motta negou que tenha sido acordado um prazo para o governo apresentar novas propostas. As mudanças no IOF foram inicialmente determinadas em 22 de maio, mas a insatisfação da parlamentares e a repercussão negativa no mercado financeiro motivaram uma reavaliação.

Na semana passada, o governo editou um novo decreto que “recalibrou” as alíquotas do IOF e uma medida provisória com propostas alternativas. Mesmo assim, congressistas pressionam para que as ações de aumento de impostos sejam descartadas e novas opções de corte de despesas adotadas.

Por : CNN

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